Docentes da ESAD desenvolvem identidade visual e website para Trienal de Lisboa 2025

'How heavy is a city?' é a 7.ª edição da Trienal de Lisboa. Esta questão é o ponto de partida de uma investigação de três anos, conduzida por uma coligação em constante crescimento, sobre o complexo conjunto de transformações da cidade, revelando uma nova configuração emergente com uma magnitude planetária. Esta edição contou com a identidade visual do The Royal Studio, dirigido pelo docente João Castro e design e desenvolvimento do website pelo docente Rafael Gonçalves, em colaboração com Leonor Mendes, alumni da Licenciatura em Design — Comunicação.

De 02 de outubro a 08 de dezembro de 2025, a Trienal de Lisboa 2025 inclui três exposições, três dias de conferências, uma seleção de Projetos Independentes em vários lugares de Lisboa e uma publicação. A 7.ª Trienal atua como congregadora, envolvendo uma vasta equipa de figuras da ciência, da filosofia ou das artes.

A partir da temática definida pela curadoria da dupla Territorial Agency (Ann-Sofi Rönnskog e John Palmesino) — “How heavy is a city?” — a identidade visual procurou representar, através da evocação do excesso, as relações de contaminação e de domínio entre a cidade, a tecnologia, o indivíduo, o cidadão e a matéria. Segundo o designer João Castro, “a identidade visual parte desta construção de que no todo reside o individual, com um claro tom de provocação, tirando partido de tipos de letra de sistema e opensource para que seja integralmente do domínio público, contendo-se em recursos para seja apropriada e distribuída tanto nas suas redes como através das sessões e campanhas de activação, e exprimindo-se com princípios funcionalistas, arquivistas e de impacto, inspirada pela escrita de sistemas em rede e pelo consumo, expressa-se com um tom humano e panfletário. Desenhada para ser adaptada aos seus múltiplos contextos e derivações, rizomática, humana e tecnológica, em forma e comportamento, atravessa as principais linhas curatoriais colocando a pergunta sempre no centro da investigação, da arquitectura e das suas múltiplas vozes.”

Respondendo também à abordagem curatorial, o designer e developer Rafael Gonçalves, assume que o website foi concebido “num gesto de design reflexivo, e que pretende questionar a arquitetura das infra-estruturas tecnológicas contemporâneas, o peso material e visual que os novos media carregam e a resiliência tecnológica dos produtos digitais que produzimos enquanto sociedade”.

Rafael acrescenta ainda que “partindo da Perma-computação, o processo de design e desenvolvimento do website seguiram uma prática que assenta na redução da sofisticação computacional. Propõe portanto, reflexões em torno do valor da ausência, da finitude dos recursos materiais e humanos, e da emulação de processos de composição semelhantes aos da origem da internet. Em linha com a identidade visual concebida pelo The Royal Studio, foram definidas uma série de abordagens técnicas, entre elas, o uso de fontes open-source e de sistema, a composição da página em layouts predominantemente verticais, a reutilização de elementos gráficos e o espectro de luz como recurso cromático, que em conjunto evidenciam a depuração como parte essencial do processo criativo”. 

Paralelamente ao desenvolvimento do website, foi concebida uma ferramenta paramétrica que permitiu a toda a equipa de comunicação da Trienal de Arquitetura a compressão de imagens para menos de 5% do seu tamanho original. Esta redução de peso, além de um objetivo prático que parte da abordagem curatorial, apresenta-se como um recurso gráfico e expressivo presente em múltiplos suportes de comunicação. O conjunto destas decisões, alargadas a toda a equipa ao longo de quase 2 anos, faz deste website um artefacto digital crítico que pretende contrastar com o panorama de websites mais tecnologicamente sofisticados.

 

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